sábado, 14 de maio de 2011

Conhece meu lago particular?Março de 1900, os Rollas em São ToméBodas de Prata de João & Chiquinha, São Domingos do Prata, cerca de 1918Joaquim Rolla no tiro de guerra em 19211929 - Joaquim Rolla vistoriava a construção da EFVMJoaquim na estrada 1929 parte 2 Batalhão Tiradentes em Belo Horizonte na "Revolução de 1930"HowellPose na pedraEscada por fazerMartelada"- Senhor Rolla, poderia ficar muito bom se colocasse umas gôndolas nesse lago, não?" "- Pois é, coloquei diversas nesse lago, morreram todas..."Prédio inexistente de 5700 apartamentos 1Il Quitandinha, il !!!Maria Perpétua Rodrigues GuerraMauá X Rolla X Quitandinha Escadaria do QuitandinhaEscadaria do Quitandinha 2PABX do QuitandinhaIndependente aos 101 Anos

tropecasino, um álbum no Flickr.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Citizen Samba




Carnaval has passed away. And Orson Welles left a Samba selection from his 1942 film It’s All True – which no-one has heard yet. Even though he worked with Herivelto and Dalva, and at Globo TV nobody wanted him in the plot! They even preferred to create inexistent characters … Go figure…
So here’s the long awaited song list with download:

01) Linda Batista - Batuque no Morro
02) Anjos do Inferno - Nós Os Carecas
03) Pixinguinha - Carinhoso
04) Trio de Ouro - Ave Maria do Morro
05) Dom Um Romão - Escravos de Jó
06) Época de Ouro - Um a Zero
07) Vadico - Se Alguém Disse
08) Anjos do Inferno - Nega do Cabelo Duro
09) Orlando Silva - Lero-Lero
10) Trio de Ouro - Lamento Negro
11) Ataulfo Alves - Ai, Que Saudades da Amélia
12) Trio de Ouro - Praça Onze

Cidadão Samba - em português do Brasil:

Carnaval já passou. E o Orson Welles deixou uma seleção de samba pra É Tudo Verdade em 1942 - que ninguém ouviu. E olha que ele trabalhou até com Herivelto e Dalva e na Globo ninguém quis colocar o cidadão na trama - preferiram criar até personagens que nunca existiram...Vai saber, né?

Pessoal lá da Ucla que me contou desses sons aqui.

Vai aí o setlist com download:


01) Linda Batista - Batuque no Morro
02) Anjos do Inferno - Nós Os Carecas
03) Pixinguinha - Carinhoso
04) Trio de Ouro - Ave Maria do Morro
05) Dom Um Romão - Escravos de Jó
06) Época de Ouro - Um a Zero
07) Vadico - Se Alguém Disse
08) Anjos do Inferno - Nega do Cabelo Duro
09) Orlando Silva - Lero-Lero
10) Trio de Ouro - Lamento Negro
11) Ataulfo Alves - Ai, Que Saudades da Amélia
12) Trio de Ouro - Praça Onze

English version by Manu Tenreiro, from http://dastenras.wordpress.com/



terça-feira, 16 de março de 2010

A Torre Eiffel do Curral Del Rey


Dentro de cada grande metrópole do planeta, ambientes de bem comum apresentam facetas distintas de seu funcionamento a moradores e transeuntes. E nos chamados hiper-centros, as décadas passam e espaços que eram ruínas hoje são valorizados. Assim como projetos de locais luxuosos acabam em favela. Será?

Há locais de Belo Horizonte que foram criados para cumprir uma função meramente funcional e hoje são consagrados com a população local, além de estrela do turismo – como o prédio do Mercado Central, em frente ao Minascentro. E existem também pontos da cidade que foram criados para servir como espelho do desenvolvimento mineiro e que, porém, receberam da população uma imagem oposta àquela almejada quando foram concebidos – como o Edifício Juscelino Kubitschek, na Praça Raul Soares.

Perceber a importância do JK (ou Condomínio Governador Juscelino Kubitschek – CGJK, seu nome original, quase nunca utilizado) vai além de podermos ver seu relógio marcando as horas de qualquer ponto da cidade. Sim, mesmo tendo sido concebido em 1950, ainda é o prédio mais alto da capital mineira, com seus trinta e seis andares (e é o quarto maior do Brasil).



O prédio do CGJK foi projetado em tempos de pujança imobiliária, poucos anos antes da construção de Brasília. E só terminou sua construção para ser habitado durante o crescente galope da inflação gerada para pagar os gastos do governo brasileiro na construção da Capital Federal – por muita sorte, não restam apenas ruínas.

A administração do prédio é um caso aparte na desastrada confusão política no entorno da Praça Raul Soares, com direito a apoio da religião liderada por Edir Macedo (proprietária da antiga casa de shows Olympia, originalmente parte do conjunto e hoje totalmente descaracterizada) na campanha anti-tombamento do prédio. Um bloco de 24 e outro de 36 andares com 5.000 moradores em diversos tipos de apartamentos garante à administração do prédio uma receita superior a centenas de cidades interioranas mineiras.

Com o passar das décadas, este tipo de empreendimento monolítico ficou obsoleto em todo mundo. As construções feitas desde então até os dias atuais são menos gananciosas, os prédios agora primam por um tamanho no máximo, médio. A demora de 18 anos entre a pedra fundamental e a chegada do primeiro morador no CGJK foi determinante para causar uma imagem desgastada neste prédio concebido por Oscar Niemeyer – que nega a obra, pois fez Brasília, que nunca lhe deu dor de cabeça.

Texto feito para a revista Sopa Magazine nº3 - leia e veja o ensaio fotográfico:


Referências externas:

- CGJK - Condomínio de Luxo ou Favela Vertical? - trabalho com texto e vídeos feito durante o curso de Arte e Contemporaneidade da Escola Guignard - UEMG por Isadora Fonseca, João Perdigão e Ulisses Moisés - orientados por José Márcio Barros na matéria Subjetividade no Espaço Urbano.

- Vídeo (vinheta) de anti-propaganda infográfica comemorando os 60 anos de construção do CGJK para a Escola de Design da UEMG por Bia Braz, Matheus Barreto e Paulo Barcelos - orientados por Leonardo Dutra e Cris Nery:



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Orson Welles Filmou Um Clássico No Brasil - Será Verdade?



Na década de 1940, a política da boa vizinhança foi instituída pelos Estados Unidos para poder consolidar seu poderio econômico e hegemonia cultural em países da América Latina (ou seja, o Brasil e o restinho da América). Ao norte do hemisfério já era Carmen Miranda quem havia se tornado a mais bem-paga atriz dos Estados Unidos através de seus honorários em direitos autorais de chapéus, roupas e tamancos.

Aqui no Brasil, no dia 13 de fevereiro de 1942, Orson Welles aportou para filmar dois episódios de It’s All True (É Tudo Verdade). O primeiro era sobre o carnaval e suas influências como samba e candomblé; o segundo é uma história feita em homenagem a quatro jangadeiros cearenses que realizaram uma façanha homérica. No ano anterior, Welles havia lido na revistaTime uma reportagem sobre a travessia por mar de 1000 milhas feita pelos jangadeiros de Fortaleza Manuel Olímpio (o Jacaré), Jerônimo de Sousa, Raimundo Lima e Pereira da Silva para a então capital federal Rio de Janeiro. Foram pedir providências a Getúlio Vargas sobre os seus direitos previdenciários – que o ditador prometeu dar e não cumpriu.

O problema deste filme, rodado durante seis meses de 1942 e nunca lançado, é que ele foi dirigido por um dos mais influentes cineastas do século XX, o polêmico Orson Welles. Parece que o gênio, então com 26 anos, comprou briga com Getúlio Vargas e Nelson Rockefeller. E isto aconteceu logo após ele ter adotado Hollywood como seu autorama particular para experimentações, levantando a ira de celebridades e chefões.

É Tudo Verdade tentaria desmontar o estereótipo hollywoodiano do negro e do latino-americano. Ele iria tentar conectar a história desses povos à cultura negra norte-americana durante o segmento final (a única parte do filme que não chegou a ser filmada) estrelado por Louis Armstrong que contaria a gênese comum do samba e do jazz...

Um motivo implícito pelo qual o diretor de Cidadão Kane - um dos mais influentes filmes de todos os tempos - ter vindo parar no Brasil foi estar sendo perseguido pelo biografado no clássico, Willian Randolph Hearst, dono de um império midiático naqueles tempos, o grupoTime. As revistas de fofoca cinematográfica de maior circulação nos Estados Unidos naquela época pertenciam a Hearst que, através de chantagens com Hollywood, conseguiu plantar o nome de Welles na lista dos comunistas de carteirinha que o FBI já investigava uma década antes da caça às bruxas.

E você acha que Welles chegou aqui e foi andar com quem? Vinícius de Morais, recém-admitido embaixador no Itamaraty foi um que não saía de perto do ícone. Herivelto Martins e Grande Otelo além de companheiros de filmagem eram companheiros de noitadas em favelas cariocas. Herivelto (diretor musical) e Otelo (personagem principal de um dos segmentos) estranhavam a atitude do gringo que enchia a cara de cachaça até às cinco da manhã e às oito horas exigia a presença de todos no set de filmagem. Os brasileiros levavam rotina de Cassino da Urca e nunca acordavam antes do meio-dia, o que levava Welles à beira de um ataque de nervos.

Mas foi a simpatia do cineasta americano pelo jangadeiro Jacaré o que realmente incomodou o governo brasileiro, pois Jacaré estava sendo acusado justamente de...Comunista pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda da ditadura Vargas). Quando Welles filmou os quatro jangadeiros originais numa re-encenação da viagem feita no ano anterior do Ceará-Rio de Janeiro, Jacaré acabou falecendo num trágico acidente na Baía de Guanabara. Welles ficou comovido e mais determinado que nunca, criou outro segmento contando as trágicas condições em que os jangadeiros cearenses viviam naqueles tempos.


Pra tentar mudar a maré, saiu do Rio e foi morar em Fortaleza por mais de um mês, onde rapidamente escreveu e dirigiu o roteiro enquanto convivia e filmava cenas com pescadores que nunca haviam visto um filme na vida. Com apenas dez mil dólares no bolso, retratou o cotidiano daquela gente sofrida, o trabalho das mulheres tecelãs, e encenou a morte de um jangadeiro no mar, seu funeral na aldeia e o futuro incerto de sua jovem viúva. O diretor não terminou de editar a obra, pois o filme foi confiscado pela RKO, que depois foi vendida para a Paramount. Onde em 1958 uma funcionária teria queimado a maior parte dos rolos em Technicolor na sequência de It's All True onde Grande Otelo aparece. Aparentemente a ordem tinha origem no medo dos estúdios serem processados por direitos autorais em filmes não-lançados. Será verdade que não sobraram tomadas das cenas com Grande Otelo?

A sequência supostamente destruída de É Tudo Verdade contava a origem do carnaval carioca e foi filmada em vários locais da cidade. A Praça Onze, que havia sido demolida no ano anterior para dar lugar à Avenida Presidente Vargas foi reconstruída em estúdio, fato que obviamente levantou a ira do ditador. Outros segmentos filmados na então capital federal tiveram palco no Cassino da Urca, local bastante frequentado por Welles, onde até teve calorosos romances, como a cantora Linda Batista.

Já escutei pessoas dizendo que a tomada mais bonita desta sequência mostra um ritual de aquecimento de tamborins de couro de gato recém-esticado numa enorme fogueira. No documentário É Tudo Verdade de 1993, o filho de Herivelto Martins, Peri Ribeiro, que contracenou com Grande Otelo no filme, diz que Welles fez o que nenhum outro homem havia feito pelo Brasil: mostrar o país como realmente era - o que acabou sendo o motivo do fracasso do projeto.

Otelo e Peri.

A carreira de Welles ficou manchada pelo fato de terem lhe dado um milhão de dólares para gravar um filme que só não terminou por birra dos próprios estúdios. E será verdade que também por censura do governo brasileiro?

Welles comentou em entrevista ao crítico de cinema, André Bazin: “ (...) fizeram outra versão, modificando todas as idéias e refazendo tudo ao modo deles. Eu tinha rodado durante seis meses, mas o estúdio RKO me despediu”.

Com o passar dos anos, ele não teve mais propostas de controlar um projeto em seu próprio país e em 1946 já estava morando na Europa. Recentemente, em 2009, uma ex-secretária do governo brasileiro me contou que na década de 1950, viajou num avião fretado por Assis Chateaubriand para ir numa festa em um castelo nos arredores de Paris. De repente ela pisou num bêbado que estava obstruindo o caminho deitado no chão. Veio a saber mais tarde que o bebum era Orson Welles.

Os brasileiros sempre tiveram ótimas impressões do cineasta que veio aqui e enturmou-se com a cultura local, tomava todas com os artistas e exaltava o sentimento ufanista em voga pelo Estado Novo narrando o aniversário do presidente em programa de rádio ao vivo para os EUA. Welles chegou inclusive a marcar território em Itabirito, Minas Gerais, onde parou o carro para urinar à beira do rio Itabira, próximo onde hoje existe um busto seu, feito pelo artista local Genin Guerra.

Momentos itabiritanos: água no joelho e busto.

Apesar de ter feito seu meio de campo tão bem no país do futebol, anos depois Welles confessou a seu amigo Paul Mazursky que quando foi enviado para cá, o último país do mundo que gostaria de ter ido seria o Brasil.

Já o filme É Tudo Verdade ficou perdido por mais de 60 anos, até que um estudante de cinema da UCLA (Universidade da Califórnia) encontrou os rolos ainda sem editar num arquivo da RKO. Mesmo assim, It’s All True não foi lançado até hoje, verdade?

Em 1993, Bill Krohn, Myron Meysel e Richard Wilson vieram ao Brasil saber como andavam os jangadeiros e Grande Otelo. O resultado é o documentário homônimo It's All True onde montaram o segmento Quatro Homens Numa Jangada com trilha sonora nova.

Há diversos trabalhos acadêmicos e obras cinematográficas sobre It's All True - o filme que não aconteceu - incluindo um curta ficcional americano e três do cineasta brasileiro Rogério Sganzerla - Nem Tudo É Verdade (1986), Tudo É Brasil (1997) e O Signo do Caos(2005). Uma obra escrita sobre o tema é It's All True: Orson Welles' Pan-American Odyssey, de Catherine Benamou, professora no departamento de estudos étnicos da Universidade de Michigan. Em 2006, a professora disse que nos arquivos da UCLA, na Califórnia, repousa vasto material ainda não devidamente preservado e editado dos três primeiros episódios.

O catálogo da Cinemateca Brasileira acusa uma cópia do filme. Será verdade? Resta aos nerds ir investigar. Por mais que pareça mentira, a verdade é que ninguém ainda viu o It's All True de 1942...



Texto elaborado por João Perdigão e minha amiga dalém-mar, que escreve no blog arthropophagyas (lá você encontrará a versão em inglês desse texto).


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sobre a relação de Chico Xavier com Joaquim Rolla, pouco pode-se afirmar concretamente. Além do fato que tinham um grande amigo em comum. A conversão de Joaquim ao espiritismo aconteceu em 1946, um ano difícil da vida dele. Foi quando ele perdeu a mãe (janeiro) e após a proibição do jogo no Brasil (abril). Decepcionado com o lobby da esposa do presidente Dutra e do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Camara em proibir o jogo, ele logo se converteu ao espiritismo.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


Excentricamente bela e talentosa, Josephine Baker cativou o mundo a partir do meio da década de 20 e, ao morrer em 1975, havia sido escolhida como símbolo da beleza negra do século XX.

No dia 2 de outubro de 1925, vestindo no corpo escultural apenas com uma tanga de bananas, dançou um charleston - ritmo desconhecido na Europa - no quadro intitulado La Danse Sauvage.

Joséphine tornou-se a musa cubista, além de outros pintores e escritores (foi grande amiga de Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e Pablo Picasso) e despertou o entusiasmo dos parisienses pelo jazz e pelos ritmos sulistas americanos. Viveu um romance tórrido com George Simenon (escritor belga radicado na França e criador do personagem Detetive Maigret) o que aumentou em doses iguais a veneração e o assombro na França colonial e racista de então. Pela seu vasto conhecimento interpessoal, foi recrutada como agente secreta dos aliados na II Guerra Mundial.

Quebrou regras de comportamento, especialmente as relativas ao sexo, com amores multifacetados. Ao dançar vestida apenas com um saiote estilizado de cachos de banana, extasiou as platéias. Esteve no Brasil em 1929, 1939, 1952 e 1963.

Quando veio cantar no Brasil em 1939, foi por obra do acaso. Joaquim Rolla, proprietário do lendário Cassino da Urca subiu num navio que retornava da Argentina para contratar Bing Crosby (o que acabou não se concretizando). Rolla voltou à terra com outra contratatada que acabou dando muito certo, a Pérola Negra. As apresentações dela no Cassino da Urca foram um estrondoso sucesso no país. O contrato na Urca acabou se estendendo por mais alguns meses, até 1940. No bairro retirado da Cidade Maravilhosa sucederam-se muitos causos.

A cantora predileta de Ary Barroso na década de 1930, Elisa Coelho, ensinou a Vênus Negra a cantar em português o samba O que é que a baiana tem?, de Dori Caimmi. Já Russo do Pandeiro, (que foi integrante do Bando da Lua) acompanhou Baker nestes shows no Cassino da Urca e virou seu amigo. Logo após, Russo recebeu um convite da estrela e viajou com ela para Paris, onde se apresentaram nos maiores cassinos da cidade, quando foram interrompidos pela II Guerra Mundial.

adaptado do blog de Thereza Pires e da Agência FM.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Logo após rodar Cidadão Kane, Orson Welles passou uma temporada no Brasil, onde pretendia filmar o famoso carnaval carioca para acrescentar ao seguimento My Friend Bonito, do documentário It's All True. Mesmo sem saber, Welles veio como agente da política de boa vizinhança americana. Filmou os jangadeiros numa viagem-epopéia fake do Ceará ao Rio de Janeiro, onde um dos integrantes da jangada acabou vindo a falecer em trágico acidente. Diversos segmentos na capital carioca foram filmados num local onde também frequentou e até teve calorosos romances, o Cassino da Urca. De lá, sempre saía para um fim de noite com aquele que considerava o maior ator do mundo, Grande Otelo. Mesmo assim, anos depois, declarou que só veio ao Brasil porque era a trabalho, que aqui seria o último país do mundo que visitaria.

Porém ocorreu um entretempo no orçamento com a RKO e o filme nunca foi finalizado. Sobre o fato, Welles comentou em entrevista ao crítico de cinema, André Bazin: "Era co-dirigido por mim e Norman Foster. Era uma história entre um pobre menino e seu touro. Depois fizeram outra versão, modificando todas as idéias e refazendo tudo ao modo deles. Eu tinha rodado durante três meses, mas a RKO (estúdio) me despediu. Depois retomaram a idéia e não queriam saber mais nada de mim. Tampouco me pagaram nenhum tipo de direitos e atuaram como se fosse uma história deles".

O filme ficou perdido por mais de 60 anos, até que um estudante de cinema da UCLA encontrou os rolos ainda sem editar num arquivo da RKO. Mesmo assim, It's All True não foi lançado até hoje. Há diversos documentários sobre o filme que não aconteceu, incluindo um de Rogério Sganrzela.

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